|
"28/09/2007 - 10h21
'Quem matou' de Paraíso Tropical empolga menos que antes
da Folha de S.Paulo
Paraíso Tropical termina nesta noite e o público finalmente
saberá quem matou Taís Grimaldi (Alessandra Negrini).
O mistério foi guardado a sete chaves pela Globo (que, ontem, cogitava
até confinar os atores principais em um hotel e só liberar para assistir
ao último capítulo em uma festa), mas o espectador também não andou
muito atrás das pistas.
Mesmo os últimos capítulos da novela, que trouxeram informações
importantes para a investigação, não conseguiram ultrapassar os 50
pontos de audiência -a exceção foi o episódio de anteontem, que bateu o
recorde da novela, com 53 pontos. Até segunda-feira, a média geral de
Paraíso era de 42,5 pontos. Celebridade, a anterior de Gilberto
Braga, terminou com 46 pontos. O capítulo final, que revelou que a vilã
Laura Prudente da Costa (Cláudia Abreu) era a assassina de Lineu
Vasconcelos (Hugo Carvana), chegou a 64 pontos, com picos de 82 (cada
ponto equivale a 55 mil domicílios na Grande São Paulo).
É mais difícil comparar esses resultados ao de Vale Tudo porque
em 1988 e 89, quando foi ao ar, a medição do Ibope tinha outra
metodologia. Mas é certo que a audiência da mais famosa trama de
Gilberto Braga deu mais ibope do que Paraíso. Naquela época, quando a
Globo tinha menos concorrência (tanto de outras emissoras quanto de
outras mídias, como TV paga e internet), Vale Tudo chegou a ser
sintonizada por mais de 80% dos telespectadores na fase final (a média
geral foi de 68 pontos).
A cena que mostrou Leila (Cássia Kiss) atirando contra a vilã Odete
Roitman (Beatriz Segall) certamente comoveu mais o país do que a que
revelará quem acabou com Taís.
Apesar disso, o burburinho em torno do último capítulo é grande. Mesmo
quem não vê a novela fala sobre ela. Por isso, o diretor Dennis Carvalho
cogita até confinar os atores principais em um hotel do Rio e só
liberá-los pouco antes da exibição. A gravação das cenas finais seria na
noite de ontem. Elenco e equipe assistirão ao desfecho da trama na
churrascaria Porcão, no Rio." |
"22/09/2007 - 18h05 -
Atualizado em 22/09/2007 - 18h38
De Olavo a Nazaré: os vilões que roubaram a cena nas novelas
Eles infernizam a vida
dos mocinhos e deixam o público pregado no sofá
Renata Sakai DO EGO, EM
SÃO PAULO
Nem o assassinato de Taís conseguiu desviar a atenção do povo do casal
de picaretas mais querido do Brasil: Olavo e Bebel. No cabeleireiro, na
mesa de bar, na fila do supermercado, só se fala de uma coisa: o que vai
acontecer com o improvável amor da prostituta e do empresário?
A dupla de sem-vergonhas de Paraíso Tropical, interpretada por Wagner
Moura e Camila Pitanga, é um marco na história das novelas porque,
talvez pela primeira vez, o povo esteja torcendo para que os vilões se
dêem bem no final.
Os próprios autores da novela - Gilberto Braga e Ricardo Linhares -
sabem do apelo que Olavo e Bebel têm com o público, mas seguem fazendo
mistério sobre o destino deles. 'A Bebel e o Olavo caíram no gosto do
público, mesmo sendo vilões. O público absolveu os dois porque eles têm
humor e se amam. Eu gosto da Bebel, gosto de finais felizes, mas ela
aprontou muito. Não posso falar nada sobre o seu fim', disse Linhares no
Vídeo Chat.
OS ADORÁVEIS PECADORES DE GILBERTO BRAGA
Nas novelas de Gilberto Braga, nem sempre os vilões se dão bem, mas, em
geral, roubam a cena. A galeria de 'adoráveis pecadores' do autor vai de
Laura, de Celebridade, a Maria de Fátima e Odete Roitman, de Vale
Tudo, passando por Felipe Barreto (O Dono do Mundo) e Higino Ventura
(Força de um Desejo).
Cláudia
Abreu deu show ao viver a 'cachorra' Laura Prudente da Costa de
Celebridade, mas não teve final feliz, não. Acabou assassinada pelo
não menos sangue ruim Renato Mendes (Fábio Assunção).
Se em Celebridade o bem venceu o mal, no fim dos anos 80, a
impunidade correu solta em Vale Tudo. Marco Aurélio (Reginaldo
Faria) fugiu do país cheio da grana e dando uma 'banana' para o Brasil.
Maria de Fátima (Glória Pires) após aprontar o diabo com a mãe Raquel
Accioli (Regina Duarte) conseguiu um casamento milionário.
Tudo isto posto chega-se a uma conclusão: sem um mau caráter daquele que
mexa com a emoção do povo, uma novela não decola.
ELAS NÃO VALEM UM VINTÉM
Desde Vale Tudo que Renata Sorrah era lembrada como a alcóolatra
depressiva Heleninha Roitman. Mas, quando ela aceitou viver Nazaré, em
Senhora do Destino, tudo mudou. A personagem, que entrou para a história
da teledramaturgia brasileira, se tornou mais popular que a própria
novela e virou sinônimo de maldade.
Nazaré era uma vilã daquelas que roubam pirulito de boca de criança, uma
mulher capaz de matar o marido, maltratar a enteada e até surrupiar um
bebê do colo de uma mãe. Tanta vilania caiu no gosto popular e elevou a
audiência da trama de Aguinaldo Silva a picos de 60 pontos.
Toda a classe que faltava em Nazaré sobrava em Bia Falcão. Mas em termos
de mau caratismo e popularidade junto ao público, elas se equivaliam. O
povo adorou a soberba e as tramóias da empresária de Belíssima, ruim o
suficiente para rejeitar uma filha (Vitória - Cláudia Abreu) e
tramar contra a própria neta (Júlia - Glória Pires).
No fim, a madame má se deu bem, terminou em Paris coberta de beijos por
Cauã Reymond. Será que Olavo e Bebel terão a mesma sorte?"
Fonte: EGO |
|