O corredor do Teatro do
Leblon, no Rio, parecia estúdio de gravação de Belíssima. Quase todo o
elenco foi à Sala Marília Pêra, para conferir a estréia carioca de
Cada Um Com Seus Pobremas, um monólogo interpretado por Marcelo
Médici, o Fladson da trama de Silvio de Abreu.
“O elenco é muito unido.
Nós somos uma família e, nos raros momentos em que não estamos no Projac,
nos encontramos sempre que podemos”, disse Claudia Raia à reportagem de
OFuxico.
O espetáculo foi a
primeiro grande trabalho da Cinco Produções, empresa formada por Fábio
Assunção, Marco Ricca, Denise Fraga, Luiz Villaça e Muriel Matalon. “O
Marcelo é um grande amigo nosso. Ele entrou em cartaz em São Paulo para
ficar dois meses, e acabou ficando um ano. Quando decidiu vir para o
Rio, nós viemos junto. Ele é um comediante maravilhoso”, explicou Fábio
Assunção, já no papel de produtor teatral.
Claudia Abreu,
Camila Pitanga, Reynaldo Giannechini, Leopoldo Pacheco, Irene Ravache e
Claudia Raia, entre outros, foram ao teatro prestigiar o amigo. “Nós
nunca contracenamos diretamente, mas as esperas no Projac com ele são
maravilhosas. Ele é um comediante nato. A peça foi uma maravilha,
divertidíssima”, comentou Camila Pitanga.
De fora do elenco,
Giovanna Antonelli, Taís Araújo, Mariana Ximenes, Heloísa Périssé, Edson
Celulari e outros grandes nomes, foram dar um abraço no amigo. “Ele é
uma pessoa fantástica e o espetáculo, melhor ainda. Ele tem uma verve
cômica, que vi poucas vezes em um ator. E olha que é muito difícil fazer
uma comédia, no estilo da que ele está fazendo”, disse Edson Celulari.
A peça é uma comédia de
situações, focada no mundo artístico. No palco, Marcelo, que já mostrou
seu talento como humorista no Terça Insana, interpreta oito personagens
e expõe críticas e situações do dia-a- dia, sempre no papel de um ator
de teatro que vive vários personagens. Ao final da apresentação, Marcelo
era um dos mais emocionados.
“Estou tendo o privilégio
de atuar com gente fantástica e de ter amigos fantásticos. São atores
tão generosos, que eu não poderia esperar outra demonstração de carinho.
Eu estava me sentindo como um estrangeiro, fora da minha terra, estava
meio órfãozinho, e meus amigos vieram me dar uma força. Foi
maravilhoso”, brincou.