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Fibra de mocinha
Cláudia Abreu volta a brilhar
na TV e se mostra uma mãe amorosa para a filha Maria

Depois de viver a cachorra
Laura, em Celebridade, Cláudia Abreu está encantando o público com a doce, porém
determinada Vitória de Belíssima. Para a atriz, fazer o papel de mocinha depois
de um tipo bem marcante é tão desafiador quanto o de vilã. Além da personagem
que encara como um presente do autor Sílvio de Abreu, Cláudia também se sente
privilegiada por ter conhecido a Grécia. Lá, a atriz pôde transformar as aulas
teóricas de Filosofia que tem na faculdade em aulas práticas.
Conta Mais:
Depois de viver a vilã Laura, de Celebridade, você queria fazer
a mocinha mesmo?
Cláudia Abreu:
Na verdade, a gente quer fazer uma coisa diferente do que já fez, para poder ser
versátil, poder se distanciar daquilo para não se repetir. Então foi uma alegria
vir [sic] esse personagem tão diferente. Um verdadeiro presente.
C.M.:
E como você define a Vitória?
C.A.:
A Vitória é uma pessoa simples acima de tudo. Ao mesmo tempo que tem toda aquela
suavidade, própria do papel de mocinha, não é passiva, é forte e isso é o que eu
acho mais legal nela.
C.M.:
Mas a Laura ainda é lembrada pelo público. Principalmente o lado sensual
dela.
C.A.:
É, mas o que muitos não sabem é que a sensualidade da Laura existia em mim. É
que poucos conhecem esse meu lado e eu nunca quis enfatizar isso. Sou na minha,
mais recatada. Não sou nem de sair muito, respeito meu temperamento e só
vou a festas de amigos. A Laura foi muito intensa, até meio cansativa.
C.M.:
Na novela você se casou com um rapaz de família rica. E na vida real,
acredita que um relacionamento com diferenças sociais dá certo?
C.A.:
Acredito, claro!
C.M.:
E como é possível superar estas diferenças?
C.A.:
Se você ama, não tem barreira. Isso é meio clichê, eu sei, mas é verdade. Claro
que em novela tudo é muito romantizado, mas é perfeitamente possível que
aconteça.
C.M.:
Como foi sua experiência na Grécia?
C.A.:
Eu não conhecia. Foi maravilhoso ficar na Grécia, que é o berço da Filosofia. A
gente ficou em três lugares (Milos, Santorini e Atenas), mas eu também fui
sozinha a Creta.
C.M.:
Que costumes gregos você se lembra?
C.A.:
Chegou uma hora que eu não agüentava mais comer salada grega. Comemos até sair
pelas orelhas.
C.M.:
Verdade que você ficou com saudades de sua filha (Maria) quando gravava na
Grécia?
C.A.:
Não consigo ficar muito tempo longe da Maria. Ela e o Zé (Henrique Fonseca)
foram ficar comigo 15 dias depois que eu estava lá. Aí sim, tudo ficou mais
maravilhoso.

C.M.:
De todos os lugares que você conheceu, qual você mais gostou?
C.A.:
Creta é um lugar especial, né? É um berço de cultura e eu estava estudando sobre
isso, então, num dia de folga, peguei um barco e fui até Creta. Visitei as
ruínas, foi uma aula prática de Filosofia e Mitologia. Fui com dever de casa
passado pela professora, que me pediu para trazer tudo de lá.
[Nota da redação: Cláudia está cursando faculdade de Filosofia na PUC do Rio de
Janeiro]
C.M.:
Você comprou alguma coisa de lá?
C.A.:
Não fui muito consumista. Comprei mais livros e algo de decoração.
Matéria: Amanda
Pieranti
Fotos: Tony Andrade
Revista Conta Mais,
número 263
26/12/05
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