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Imprensa

 

Fibra de Mocinha, Revista Conta Mais número 263
   
Fibra de mocinha

Cláudia Abreu volta a brilhar na TV e se mostra uma mãe amorosa para a filha Maria

Depois de viver a cachorra Laura, em Celebridade, Cláudia Abreu está encantando o público com a doce, porém determinada Vitória de Belíssima. Para a atriz, fazer o papel de mocinha depois de um tipo bem marcante é tão desafiador quanto o de vilã. Além da personagem que encara como um presente do autor Sílvio de Abreu, Cláudia também se sente privilegiada por ter conhecido a Grécia. Lá, a atriz pôde transformar as aulas teóricas de Filosofia que tem na faculdade em aulas práticas.

Conta Mais: Depois de viver a vilã Laura, de Celebridade, você queria fazer a mocinha mesmo?
Cláudia Abreu: Na verdade, a gente quer fazer uma coisa diferente do que já fez, para poder ser versátil, poder se distanciar daquilo para não se repetir. Então foi uma alegria vir [sic] esse personagem tão diferente. Um verdadeiro presente.

C.M.: E como você define a Vitória?
C.A.: A Vitória é uma pessoa simples acima de tudo. Ao mesmo tempo que tem toda aquela suavidade, própria do papel de mocinha, não é passiva, é forte e isso é o que eu acho mais legal nela.

C.M.: Mas a Laura ainda é lembrada pelo público. Principalmente o lado sensual dela.
C.A.: É, mas o que muitos não sabem é que a sensualidade da Laura existia em mim. É que poucos conhecem esse meu lado e eu nunca quis enfatizar isso. Sou na minha, mais recatada. Não sou nem de sair  muito, respeito meu temperamento e só vou a festas de amigos. A Laura foi muito intensa, até meio cansativa.

C.M.: Na novela você se casou com um rapaz de família rica. E na vida real, acredita que um relacionamento com diferenças sociais dá certo?
C.A.: Acredito, claro!

C.M.: E como é possível superar estas diferenças?
C.A.: Se você ama, não tem barreira. Isso é meio clichê, eu sei, mas é verdade. Claro que em novela tudo é muito romantizado, mas é perfeitamente possível que aconteça.

C.M.: Como foi sua experiência na Grécia?
C.A.: Eu não conhecia. Foi maravilhoso ficar na Grécia, que é o berço da Filosofia. A gente ficou em três lugares (Milos, Santorini e Atenas), mas eu também fui sozinha a Creta.

C.M.: Que costumes gregos você se lembra?
C.A.: Chegou uma hora que eu não agüentava mais comer salada grega. Comemos até sair pelas orelhas.

C.M.: Verdade que você ficou com saudades de sua filha (Maria) quando gravava na Grécia?
C.A.: Não consigo ficar muito tempo longe da Maria. Ela e o Zé (Henrique Fonseca) foram ficar comigo 15 dias depois que eu estava lá. Aí sim, tudo ficou mais maravilhoso.

C.M.: De todos os lugares que você conheceu, qual você mais gostou?
C.A.: Creta é um lugar especial, né? É um berço de cultura e eu estava estudando sobre isso, então, num dia de folga, peguei um barco e fui até Creta. Visitei as ruínas, foi uma aula prática de Filosofia e Mitologia. Fui com dever de casa passado pela professora, que me pediu para trazer tudo de lá.
[Nota da redação: Cláudia está cursando faculdade de Filosofia na PUC do Rio de Janeiro]

C.M.: Você comprou alguma coisa de lá?
C.A.: Não fui muito consumista. Comprei mais livros e algo de decoração.

 

Matéria: Amanda Pieranti
Fotos: Tony Andrade

Revista Conta Mais, número 263
26/12/05